
Hoje sinto-me assim, como um predador indo a caça. Sinto cheiro de sangue no ar.
Todavia, ao contrário dos animais, vontade de matar por puro esporte (abrindo um parênteses: matar metaforicamente, heim?), sem ligação com sobrevivência física, orgânica, mas mental. Alimentar o espírito doente, magoado. Vontade de ferir. Impingir dor, diria como melhor definição.
De onde vêm estes sentimentos? Do lado mais escuro e esquecido de nosso ser. Assim como a vigança, a ira, a mágoa, a euforia, o amor, todos sentimentos básicos que carregamos em nosso DNA, desde o homem das cavernas. Um cão revida no ato, o homem, ah o homem, este é capaz de esperar anos por uma vingança. Está nos livros religiosos, na história. Não mudamos de lá para cá. Nada mais atual que as reações humanas narradas na bíblia. Cobrimo-nos com um suave e refinado tecido de evolução, mas, em momentos de pressão, nossos atos são os mesmos da época dos dinossauros. Acho que o stress foi criado naquela época. Aquilo sim, era matar um leão por dia, literalmente.
O cheiro de sangue no ar. Como explicar nossas reações? Também não consigo. Sei que há um processo de milhões de sinapses em nosso cérebro, memória, experiências registradas, subconsciente, etc. Dá até para tentar enrolar, intelectualmente. As aulas de neuro ajudam um pouquinho, mas, é só isso. O resto é autoconhecimento e controle (!). É um exercício diário, contar carneirinhos, respirar fundo e seguir em frente.
Muito blá-blá-blá se diz sobre os sentimentos, generosidade desmedida. Admiro estes. Espero que o discurso bata com a prática. Nunca vi um que fôsse coerente. Deve ser por isso que os juizes não podem julgar casos onde estejam envolvidos emocionalmente, médicos idem, psicólogos idem, policiais idem.
Nossa racionalidade termina do outro lado da rua, onde começa a calçada dos sentimentos inexplicáveis e passionais. Ontem, vi uma criança fazendo malcriação aos pais; “- Eu quero, agora, aquele, vermelho, grande!”. Assim me sinto!
Mas, quem ousaria atirar a primeira pedra em mim?
Ácido, hoje estou ácido, sinto cheiro de sangue no ar. Amanhã passa.
E voltarei a ver o mundo com lentes cor-de-rosa.
O cheiro de sangue no ar. Como explicar nossas reações? Também não consigo. Sei que há um processo de milhões de sinapses em nosso cérebro, memória, experiências registradas, subconsciente, etc. Dá até para tentar enrolar, intelectualmente. As aulas de neuro ajudam um pouquinho, mas, é só isso. O resto é autoconhecimento e controle (!). É um exercício diário, contar carneirinhos, respirar fundo e seguir em frente.
Muito blá-blá-blá se diz sobre os sentimentos, generosidade desmedida. Admiro estes. Espero que o discurso bata com a prática. Nunca vi um que fôsse coerente. Deve ser por isso que os juizes não podem julgar casos onde estejam envolvidos emocionalmente, médicos idem, psicólogos idem, policiais idem.
Nossa racionalidade termina do outro lado da rua, onde começa a calçada dos sentimentos inexplicáveis e passionais. Ontem, vi uma criança fazendo malcriação aos pais; “- Eu quero, agora, aquele, vermelho, grande!”. Assim me sinto!
Mas, quem ousaria atirar a primeira pedra em mim?
Ácido, hoje estou ácido, sinto cheiro de sangue no ar. Amanhã passa.
E voltarei a ver o mundo com lentes cor-de-rosa.






