samedi 27 octobre 2007

Shakira!


Que decepção, leitor.

Eu aqui, sábado manhã, sentado em frente ao micro escrevendo algo “inteligente” (este conceito é amplamente controverso e não cairei na armadilha de discuti-lo).

Tudo favorecia a tal da inspiração: se adoro às sextas, as manhãs de sábado são como um bônus para mim. O dia está lindo lá fora, sol, céu totalmente azul, posso ver o rio que passa aqui ao lado, as árvores estão coloridas e movem-se em uma coordenação suave. Devem também estar curtindo as chuvas da semana, finalmente. As pessoas caminham lá fora, seguem umas às outras como formigas enfileiradas, procurando perder as calorias da semana. Com as formigas funcionam. Nunca vi uma gordinha. Humanos!

Bom, mas vamos ao texto inteligente. Já havia montado em minha cabeça o tema, a introdução, o seu desenvolvimento, imaginava até a conclusão e como a ligaria ao seu início. Adoro àqueles filmes que começam pelo fim, brincam com o tempo, vão ao início da história e voltam. Acho que fica confuso no início mas, se bem feito, conectam o expectador à trama, permitindo que este vá validando-a de tempos em tempos através de uma análise crítica e lógica. É mais arriscado para o roteirista (e para os produtores, claro), mas o resultado pode ser compensador.

Assim seria minha proposta de hoje: falaria sobre violência e educação, sem maiores pretensões, somente meu ponto de vista. Participei de uma acalorada discussão esta semana sobre a questão da responsabilidade aos 16 anos.

Como disse, seguia eu de frente para o Word quando surge ao meu lado uma mulher de cabelo roxo. Pois é, roxo. Já há tinha visto retorcendo o ventre, correndo no deserto entre cavalos, sorrindo, falando com os seus olhos negros. Em shows, dançando com um candelabro sobre a cabeça, outras, equilibrando uma espada oriental (cimitarra?).

Pronto. Lá se foi a violência embora. A inspiração também, sendo esmagada por outra, como uma gordona que senta no teu colo (não sei por que, lembrei da Praça da Alegria, aquele quadro que vinha uma gordona e sentava no banco, sobre o livro de um baixinho. Decididamente, estou velho. Quem vai lembrar disto?)

Voltando para a segunda inspiração, purple-rain, lá estava ela, com gestos sexy, despojados (e, cuidadosamente, repetidas vezes coreografados. Mas, que e a quem importa isto?), las de la intuición ela diz. Certamente ela a tem, e muita: Aprendeu a perambular, saltitar, andar na ponta dos pés, pelo imaginário masculino. Descalça, com os pés retraidos sobre o mármore frio. Claro que ela deve ter pés lindos.

Que decepção, leitor.
Que decepção nada. Assumo minha irracionalidade. Meus gens possuem herança genética do homem-das-cavernas que existe dentro de cada um de nós. A mesma que vem à tona quando você toma uma fechada no trânsito, quando furam a fila na tua frente. Quando pisam no teu pé ou você leva um esbarrão desproposital na rua e nem olham para você.
Gosto sim de mulheres de peruca colorida, chanel, de meias acima do joelho, gosto da Shakira (quase que como um grito de liberdade)!

Em meio a tantas coisas ruins que nos acontecem diariamente, outras tantas boas, o resto sendo rotina, manutenção, exercer o meu auto-conhecimento, como pregam livros e especialistas, se não me ajudar, espero que ao menos não me atrapalhe.
Confesso, me diverti com o texto.

Tai, gostei. E você?

dimanche 7 octobre 2007

Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?

O clipe à seguir, que mostrava os conflitos sociais do Rio, é até hoje o maior ganhador de prêmios em uma mesma edição do VMB, MTV Brasil: Escolha da Audiência, Clipe do Ano, Clipe Rock, Direção, Fotografia e Edição. Detalhe: esta premiação deu-se no ano de 2000 tendo sido o clipe produzido no final dos anos 90.

Sempre que o assisto (gosto muito da música), o que mais me chama atenção é sua contemporaneidade: poderia estar sendo lançado no momento desta postagem! Exceção aos atores que ainda eram pequenos quando da gravação e hoje cresceram (alguns até tornaram-se conhecidos pela midia, como Jonathan Haagensen, hoje ator de novelas da Globo), nada mudou. Nem na cidade nem no pais. Verdade que temos hoje várias obras sobre o tema: livros, filmes, campanhas, ONGs. Filmes e mini-séries na linha de Cidade dos Homens ou até o hit do momento, o badalado Tropa de Elite (versão para o cinema de A Elite da Tropa, de Luiz Eduardo Soares, André Baptista e Rodrigo Pimentel), são fotografias animadas do momento que atravessa nossa sociedade.

A pergunta que não quer calar é, quem lucra com a manutenção da desigualdade e do caos social que vivemos?
Desculpem-me a prentensão mas, tenho pergunta diferente, ou ao menos, feita sobre outro ângulo:
- Quem NÃO lucra com a situação atual?

Penso que todos lucramos: Os vilões (os reais, os pretensos e os ainda anônimos) e também uma grande massa de expectadores ávidos por um novo fato que substitua o anterior, sempre tecnogicamente embalados e entregues em suas casas através de um poderoso delivery, impessoal e simpaticamente chamado de Meios de Comunicação.

Podemos botar a culpa no Governo, é verdade (e fácil, devido a quantidade de motivos diários que ele nos dá), criticar todo mundo, até levantar a Constituição como nosso estandarte, salvo-conduto e álibi, mas...será que somos todos tão inocentes e impotentes assim? Não sei, deixo apenas a reflexão. Fui hoje ao Rio. Adoro minha cidade e vivo este contexto. Talvez seja por isso. Não sei.

Com voces, O Rappa: Minha Alma!

jeudi 4 octobre 2007

Terceira Lei de Newton

Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.
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(A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.)

Sir Isaac Newton sabia das coisas!