O clipe à seguir, que mostrava os conflitos sociais do Rio, é até hoje o maior ganhador de prêmios em uma mesma edição do VMB, MTV Brasil: Escolha da Audiência, Clipe do Ano, Clipe Rock, Direção, Fotografia e Edição. Detalhe: esta premiação deu-se no ano de 2000 tendo sido o clipe produzido no final dos anos 90.
Sempre que o assisto (gosto muito da música), o que mais me chama atenção é sua contemporaneidade: poderia estar sendo lançado no momento desta postagem! Exceção aos atores que ainda eram pequenos quando da gravação e hoje cresceram (alguns até tornaram-se conhecidos pela midia, como Jonathan Haagensen, hoje ator de novelas da Globo), nada mudou. Nem na cidade nem no pais. Verdade que temos hoje várias obras sobre o tema: livros, filmes, campanhas, ONGs. Filmes e mini-séries na linha de Cidade dos Homens ou até o hit do momento, o badalado Tropa de Elite (versão para o cinema de A Elite da Tropa, de Luiz Eduardo Soares, André Baptista e Rodrigo Pimentel), são fotografias animadas do momento que atravessa nossa sociedade.
A pergunta que não quer calar é, quem lucra com a manutenção da desigualdade e do caos social que vivemos?
Desculpem-me a prentensão mas, tenho pergunta diferente, ou ao menos, feita sobre outro ângulo:
- Quem NÃO lucra com a situação atual?
Penso que todos lucramos: Os vilões (os reais, os pretensos e os ainda anônimos) e também uma grande massa de expectadores ávidos por um novo fato que substitua o anterior, sempre tecnogicamente embalados e entregues em suas casas através de um poderoso delivery, impessoal e simpaticamente chamado de Meios de Comunicação.
Podemos botar a culpa no Governo, é verdade (e fácil, devido a quantidade de motivos diários que ele nos dá), criticar todo mundo, até levantar a Constituição como nosso estandarte, salvo-conduto e álibi, mas...será que somos todos tão inocentes e impotentes assim? Não sei, deixo apenas a reflexão. Fui hoje ao Rio. Adoro minha cidade e vivo este contexto. Talvez seja por isso. Não sei.
Com voces, O Rappa: Minha Alma!
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