
Que decepção, leitor.
Eu aqui, sábado manhã, sentado em frente ao micro escrevendo algo “inteligente” (este conceito é amplamente controverso e não cairei na armadilha de discuti-lo).
Tudo favorecia a tal da inspiração: se adoro às sextas, as manhãs de sábado são como um bônus para mim. O dia está lindo lá fora, sol, céu totalmente azul, posso ver o rio que passa aqui ao lado, as árvores estão coloridas e movem-se em uma coordenação suave. Devem também estar curtindo as chuvas da semana, finalmente. As pessoas caminham lá fora, seguem umas às outras como formigas enfileiradas, procurando perder as calorias da semana. Com as formigas funcionam. Nunca vi uma gordinha. Humanos!
Bom, mas vamos ao texto inteligente. Já havia montado em minha cabeça o tema, a introdução, o seu desenvolvimento, imaginava até a conclusão e como a ligaria ao seu início. Adoro àqueles filmes que começam pelo fim, brincam com o tempo, vão ao início da história e voltam. Acho que fica confuso no início mas, se bem feito, conectam o expectador à trama, permitindo que este vá validando-a de tempos em tempos através de uma análise crítica e lógica. É mais arriscado para o roteirista (e para os produtores, claro), mas o resultado pode ser compensador.
Assim seria minha proposta de hoje: falaria sobre violência e educação, sem maiores pretensões, somente meu ponto de vista. Participei de uma acalorada discussão esta semana sobre a questão da responsabilidade aos 16 anos.
Como disse, seguia eu de frente para o Word quando surge ao meu lado uma mulher de cabelo roxo. Pois é, roxo. Já há tinha visto retorcendo o ventre, correndo no deserto entre cavalos, sorrindo, falando com os seus olhos negros. Em shows, dançando com um candelabro sobre a cabeça, outras, equilibrando uma espada oriental (cimitarra?).
Pronto. Lá se foi a violência embora. A inspiração também, sendo esmagada por outra, como uma gordona que senta no teu colo (não sei por que, lembrei da Praça da Alegria, aquele quadro que vinha uma gordona e sentava no banco, sobre o livro de um baixinho. Decididamente, estou velho. Quem vai lembrar disto?)
Voltando para a segunda inspiração, purple-rain, lá estava ela, com gestos sexy, despojados (e, cuidadosamente, repetidas vezes coreografados. Mas, que e a quem importa isto?), las de la intuición ela diz. Certamente ela a tem, e muita: Aprendeu a perambular, saltitar, andar na ponta dos pés, pelo imaginário masculino. Descalça, com os pés retraidos sobre o mármore frio. Claro que ela deve ter pés lindos.
Que decepção, leitor.
Que decepção nada. Assumo minha irracionalidade. Meus gens possuem herança genética do homem-das-cavernas que existe dentro de cada um de nós. A mesma que vem à tona quando você toma uma fechada no trânsito, quando furam a fila na tua frente. Quando pisam no teu pé ou você leva um esbarrão desproposital na rua e nem olham para você.
Gosto sim de mulheres de peruca colorida, chanel, de meias acima do joelho, gosto da Shakira (quase que como um grito de liberdade)!
Que decepção nada. Assumo minha irracionalidade. Meus gens possuem herança genética do homem-das-cavernas que existe dentro de cada um de nós. A mesma que vem à tona quando você toma uma fechada no trânsito, quando furam a fila na tua frente. Quando pisam no teu pé ou você leva um esbarrão desproposital na rua e nem olham para você.
Gosto sim de mulheres de peruca colorida, chanel, de meias acima do joelho, gosto da Shakira (quase que como um grito de liberdade)!
Em meio a tantas coisas ruins que nos acontecem diariamente, outras tantas boas, o resto sendo rotina, manutenção, exercer o meu auto-conhecimento, como pregam livros e especialistas, se não me ajudar, espero que ao menos não me atrapalhe.
Confesso, me diverti com o texto.
Confesso, me diverti com o texto.
Tai, gostei. E você?

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